Wednesday, October 22, 2014

A experiência na favela, pobreza e Cidade de Deus



Para começar meu estudo da representação da pobreza no Brasil, eu escolhi estudar um filme que fez sucesso no Brasil  e internacionalmente, que se chama Cidade de Deus. O filme expõe aos expectadores o começo das guerras de drogas nas favelas do Rio de Janeiro através das experiências pessoais das pessoas que vivem na favela Cidade de Deus. É Um filme extraordinário, as escolhas cinematográficas contribuem para uma narrativa poderosa e profunda que explora muitos componentes da realidade de pobreza nas favelas brasileiras.
O filme foca na perspectiva do narrador, que se chama Buscapé, como uma criança e mais tarde um jovem. Nós exploramos sua vida na Cidade de Deus, uma favela que originou como um subúrbio do pobre que era segregado ao lado da cidade do Rio de Janeiro (Meirelles, 2002). Como um menino, Buscapé testemunhava os crimes de muitos criminosos, incluindo seu irmão, e assistimos a favela tornar-se uma área urbana controlada por dois líderes das gangues de drogas, que se chamam Zé Pequeno e Cenoura (Meirelles, 2002). No fim, percebemos  o fracasso de dois homens e muitas outras personagens através os olhos de Buscapé, o único homem que encontra sucesso dentro de um emprego respeitoso como jornalista documentando a guerra de drogas na Cidade de Deus (Meirelles 2002).
Para mim, o filme é uma apresentação magnífica da guerra das drogas entre as gangues nas favelas por muitas razões. Por exemplo, o filme mostra a ideia de que pessoas nas favelas têm poucas oportunidades para escapar da violência e pobreza de sua comunidade. As pessoas nas favelas podem escolher dois caminhos: trabalhar com as gangues e a violência da favela, ou encontrar um emprego respeitoso e ganhar o dinheiro necessário para deslocar-se da favela. Entretanto, muitos  falham e as pessoas permanecem na violência. Por exemplo, pessoas como Zé Pequeno e Cenoura escolhem trabalhar com violência e são mortos no fim do filme, dentro da guerra das drogas (Meirelles, 2002). Por outro lado, personagens como Mané Galinha e Bené tentam evadir a guerra de drogas, mas fracassam: Mané está envolvido quando Zé estupra sua namorada e tenta matar Mané, que resulta em Mané trabalhando com Cenoura para vingança, enquanto Bené tenta deixar o negócio das drogas e é morto no processo (Meirelles, 2002). é claro que o filme está mostrando que deixando a favela é quase impossível, com só uma personagem encontrando uma maneira de escapar da violência (Meirelles, 2002).
Outro fenômeno importante que o filme mostra é o ciclo geracional de violência que existe nas favelas. Em muitos exemplos, vimos meninos envolvidos nas atividades das gangues e matando outros meninos e adultos de um modo ritualista (Meirelles, 2002). Ademais,  meninos tornam-se violentos e sua violência acelera como adultos, incluindo Zé Pequeno (Meirelles, 2002). De fato, o filme termina focando em um grupo de meninos falando sobre sua ascensão ao poder usando violência e drogas (Meirelles 2002). Este ciclo mostra a razão por que pessoas se viram para a guerra de drogas:  elas não têm outras oportunidades em suas vidas. Acho que o ciclo indica que os homens na violência de drogas são vistos pelos meninos como modelos, por causa do poder destes homens em suas sociedades. Para meninos, a violência e uso de drogas é um símbolo de maturidade e poder, qual é claro do exemplo de um menino no filme que diz que ele é um homem, porque ele fuma, cheira, e mata outras pessoas (Meirelles, 2002). O filme incorpora um número de outros fenômenos importantes que existem entre a relação da cultura brasileira, drogas e violência que eu espero ter  tempo para investigar, incluindo o impacto da religião na violência de drogas, a relação entre as gangues e a polícia, e a importância da comunidade nas experiências pessoais dos membros das gangues (Meirelles, 2002).
Apesar do fato  do filme apresentar muitos temas importantes, é necessário que investiguemos as coisas problemáticas que existem no filme também. Como em meu estudo da representação das brasileiras, muitos estereótipos sobre a pobreza são criados e apresentados através do filme. Por exemplo, na abertura do filme foca nas armas e violência, apoiando o que muitas pessoas têm a expectativa de um filme sobre uma favela brasileira. A prevalência das armas e da violência, que continua dentro do filme, contribue para a ideia de que as armas são fundamentais na experiência da favela do Brasil. Outra coisa que é problemática no filme é o fato que os processos e estruturas sociais e políticas que tinham criado a pobreza não são investigadas, e o fato que a maioria das pessoas na favela são afro-brasileiras é ignorado também.  Devido estas coisas serem  ignoradas, o filme cria a ideia que as favelas são violentas e cheias de drogas , qual acho que é um desserviço monumental às pessoas das favelas.
De acordo com autor Gundo Rial y Costas (Rial y Costas 2011), a representação das favelas de Rio de Janeiro nos pedaços de arte visual é importante pelo fato que a imagem das favelas do Rio é utilizada como imagens de todas favelas no Brasil. . Este fato é problemático porque menos da metade das favelas brasileiras são operadas pelos líderes de tráfico de drogas, como em Cidade de Deus, mas a mídia usa estas imagens poderosas das favelas para criar uma representação através da cultura popular (Rial y Costas 2011). O autor utiliza um frase em inglês, o mediascape, para referir ao impacto dos filmes nas narrativas, porque as imagens que são criadas são utilizadas para construir uma paisagem que o público entende como realidade (Rial y Costas 2011). Entretanto, acho que a narrativa profunda e complexa no filme é beneficial para um entendimento da  vida na favela e a história que Meirelles está criando. Para criar um entendimento público da diversidade da favela, mais filmes e histórias sobre este tema são necessários no cinema brasileiro.
Eu tinha a expectativa que Cidade de Deus seria um filme cheio de estereótipos da pobreza e da favela, e estou  feliz que o filme apresenta muitos temas diferentes e importantes em sua narrativa sobre a experiência nas favelas. Nas proximas semanas , vou investigar outras formas da cultura popular para suas representações de pobreza e das favelas, e espero que Cidade de Deus seja um começo de representações que são criadas de um entendimento de pobreza que não é construido por meio de estereótipos

Fontes:
Cidade De Deus. Dir. Fernando Meirelles and Katia Lund. Perf. Alexandre Rodrigues, Leandro Firmino. Miramax Filmes, 2002. Netflix.
Rial Y Costas, Gundo. "Spaces of Insecurity? The "favelas" of Rio De Janeiro between Stigmatization and Glorification." Iberoamericana 11.41 (2011): 115-28. Web.

Carol Rossetti e a rearticulaçãoo das imagens populares

         Até este ponto, meu trabalho tem criticado as imagens negativas das brasileiras que são prevalentes na cultura popular. Entretanto, estas imagens não são sem oposição. Exemplos históricos do feminismo existem de muitas formas, como o trabalho da autora Clarice Lispector, que investigou os papéis das mulheres nas famílias.  Recentemente, feministas têm usado outras formas de arte, incluindo arte visual, para reformar as representações visuais das mulheres. Artistas brasileiras, como a cartunista Carol Rossetti, têm usado arte visual para lutar contra as imagens negativas das mulheres que dominam na cultura popular. O trabalho de Rossetti exemplifica a ideia que cultura seria usada para criar respeito e igualdade através da rearticulação das construções sociais e representações visuais.
         Uma nativa de Belo Horizonte, Carol Rossetti é uma cartunista que trabalha independente e com sua agência de desenho, que se chama Café com Chocolate (Rossetti). Atualmente, ela tem recebido atenção internacional  através da mídias sociais por sua coleção das ilustrações que se chama O Projeto Mulheres. Através de seu site, Rossetti explica como a coleção das ilustrações, que é feita a  mão, foi um resultado das crenças pessoais contra da pressão social sobre a maneira que uma mulher deve comportar-se, vestir-se ou parecer-se (Rossetti). Cada pedaço de arte é uma resposta direta á crítica, qual é específica e clara em cada imagem.
         A diversidade no trabalho de Rossetti representa a diversidade de problemas que mulheres encontram hoje em dia. Muitos pedaços do projeto focam na pressão das convenções sociais sobre beleza. Por exemplo, uma ilustração foca em uma mulher que se chama Amanda que não raspa seus pelos do corpo, mas está vestindo um vestido vermelho com texto de Rossetti dizendo que seu “corpo é seu” e uma convenção social "não deve controlar o amor própio" (Rossetti). Outros trabalhos são similares, focando em personagens como Maíra que adora seu afro, referindo á experiência social das afro-brasileiras, e Tatiana, que tem celulite e não tem vergonha do seu corpo (Rossetti). Outras partes do projeto focam nas construções sociais sobre a conduta de uma mulher. Num trabalho recente, Rossetti apresenta a personagem  Wendy e o fato que ela decidiu “não abrir mão de seu sobrenome ao se casar”, com Rossetti dizendo diretamente à audiência e Wendy que “se o seu nome é importante para você, mantenha-o!” (Rossetti). Rossetti não tem medo de confrontar convenções sociais poderosas, que é controverso por muitas pessoas. Exemplos do tópicos controversos que ela confronta são batismo, bissexualidade, sexo casual, estupro e mulheres que desfrutam pole dance (Rossetti).
         O trabalho de Rossetti é uma forma clara e direta do protesto contra as representações visuais negativas sobre mulheres que a cultura popular tem criado e continua criar hoje em dia. O fato que ela ressalta cada imagem como uma experiência pessoal usando uma personagem com um nome é poderoso, porque ela está fornecendo uma cara e um corpo às construções que ela está lutando, personalizando a mensagem que ela está tentando compartilhar com seu público. A diversidade nas mensagens que ela escolhe representar é importante também porque esta mostrando maneiras diferentes que a sociedade pressiona as mulheres.
         A importância das ilustrações na sociedade é clara. A controvérsia sobre os desenhos de Muhammad em Denmark in 2004 continua hoje em dia ainda depois de anos de protesto no mundo árabe e ações diplomáticas. Autores como William A. Gamson e David Stuart investigam a influência das ilustrações através da Guerra Fria, mostrando que  desenhos são  maneiras  do público entender o mundo (Gamson e Stuart 1992). Para eles, imagens permitem cartunistas combinar arte visual com narrativas, criando uma representação que seria sutil e subconsciente, mas poderosa, e para fazer isso, cartunistas misturam ideias novas com construções sociais antigas (1992). Vemos este uso de símbolos no trabalho de Rossetti. No pedaço sobre Amanda, por exemplo, vemos uma mulher que está lutando contra ideias sobre pelos do corpo por meio de vestido vermelho, um exemplo de beleza e sexualidade. Com imagens como essas e por desenhando essas personagens com confiança e sorrisos, Rossetti está formando uma narrativa que é possível, viver uma vida contra das convenções sociais resultaria em felicidade.
         É claro que O Projeto Mulheres esta funcionando. As imagens são traduzidas em pelo menos 25 idiomas, incluindo inglês, espanhol e russo (Lagos). Isso mostra que sua mensagem esta  espalhando no mundo. Ademais, o projeto tem recebido atenção internacional de companhias de mídias importantes, como CNN (Stewart). Acho que o trabalho de Rossetti é poderoso, e estou seguro que com modelos como ela, as representações visuais sobre mulheres que existem na cultura popular podem melhorar .
Fontes:
Lagos, Anna. "Carol Rossetti, Una Joven Ilustradora Que Ama Ser Mujer." Terra Networks Mexico. N.p., 31 July 2014. Web.
Gamson, William A., and David Stuart. "Media Discourse as a Symbolic Contest: The Bomb in Political Cartoons." Sociological Forum 7.1 (1992): 55-86. Web.
Rossetti, Carol. "Carol Rossetti Design." Carol Rossetti Design. Tumblr, n.d. Web. 10 Oct. 2014.
Rossetti, Carol. Carol Rossetti. Web. 10 Oct. 2014. www.carolrossetti.com.br.
Stewart, Alicia. "This Is Carol. Her Illustrations Are Reimagining How We See Women." CNN. CNN, 9 July 2014. Web.

Mulheres na Cultura Pública Hoje em Dia: Bruna Surfistinha



Para continuar meu estudo da representação visual do brasileiros, decidi  assistir um filme contemporâneo para investigar o papel das mulheres na cultura popular. Para isso, escolhi o filme Bruna Surfistinha (2011). Interessante que este filme brasileiro contribui internacionalmente à concepção da brasileira, por meio do Netflix e do nome do filme em inglês, The "Confessions of a Brazilian Call Girl". Uma adição a construção da imagem da brasileira, o filme continua esse processo de mestrar maneiras diferentes que são importantes para a concepção das mulheres em todo lugar hoje em dia.
O filme, Bruna Surfistinha, conta a história biográfica de uma mulher que se chama Raquel Pacheco. Em sua adolescência, Raquel decide ir embora da casa e de sua família que a adotou para liberdade, e se torna uma prostituta. O filme fala sobre Raquel e como ela começa sua experiência como garota de programa e ela cria o nome Bruna a pedido de sua cafetã.Rapidamente, ela assumiu uma posição alta, fazendo dinheiro e ganhando atenção. Depois disso, ela cria um negócio baseado num blog, usando Bruna Surfistinha como um pseudônimo de escritora e escrevendo sobre suas histórias e experiências com homens. Ela torna-se uma celebridade, entrevistada pelos programas de televisão importantes, mas sua fama não é infinito e experiências com drogas marca o término para sua carreira.
A caracterização de Bruna mostra muitas das construções que encontrei na história de Carmen Miranda e outros documentários durante as semanas passadas. Eu tinha a expectativa de uma historia duma mulher que usa sua fama para criar uma vida mais respeitosa, mas não a encontrei. Em vez disso, encontrei um filme que alguém pode comparar com pornografia, onde uma porção grande do filme foca no sexo que Bruna tem, com momentos longos mostrando o êxtase da vida de prostituição. Os clientes são heróis através do filme, mas Bruna é uma mulher inteligente, mas malévola e fraca, qual limita a possibilidadeda audiência de entende-la. As razões porque ela corre de sua família não sao apresentadas, e em vez de uma explicação de seus motivos ou uma exploração de seus pensamentos com seus primeiros clientes, Bruna e mostrada como uma pessoa sem sentimentos ou pensamentos na maior parte do filme.          
Em muitas maneiras, Bruna Surfistinha continua a tradição da representação das mulheres. Ao longo do filme,Bruna falta uma historia ou personalidade, usando sexo para acumular dinheiro e celebridade sem um motivo ou caracterização profunda, como muitas mulheres antes dela. O foco na nudez feminina não é novo na cultura popular, e de minha perspectiva americana, o filme é quase pornográfico. Muitos tempos, o sexo é forçado e Bruna é um recipiente de um discurso sobre suas habilidades, contribuindo para uma narrativa sobre assalto sexual. O pensamento de Bruna sobre sexo e nudez não é claro, e é possível que isto seja resultado do cinema brasileiro. Dennison (2003) escreve que filme no Brasil, especialmente durante o tempo da abertura, é marcado por uma confusão e uma ambiguidade da sexualidade feminina (Dennison 2003). Para a autora, a família é uma unidade fundamental ao brasileiro, e a ma relação com sua família pode criar uma forma estranha de sexualidade (Dennison 2003). Isto e claro atraves de  Bruna. Sua sexualidade é usada nas maneiras populares no cinema, uma vez que ela não controla sua sexualidade
Entretanto, necessito admitir que o fim do filme, eu fui impressionado pelo fato que ela falou sobre a habilidade de uma mulher controlar  sua vida. esse  pensamento é muito progressivo, e eu gostodo fato que o filme finalmente fornece atenção aos pensamentos da Bruna. Desejo que esse sentimento de controle é claro no resto do filme.
É possível que outras pessoas diriam que o filme é uma biografia, e analise academica não funciona para isso. O fato que o filme era criado, entretanto, é muito importante. Os produtores e companhias do filme fazem escolhas importantes, como a duração das cenas do sexo, e essas escolhas criam uma imagem da mulher moderna. Ademais, em uma biografia entendemos a historia da perspectiva do narrador, mas em um filme nao sabemos, na maioria das vezes, os pensamentos do narrador. É claro que o filme é importante na conversação sobre a representação das mulheres na cultura popular, e acho que conta uma historia importante pela mulher hoje em dia.

Fontes:

Bruna Surfistinha. Dir. Marcus Baldini. Perf. Deborah Secco, Cassio Gabus Mendes. Damasco Filmes, 2011. Netflix. Web. 28 Sept. 2014.
Dennison, Stephanie. "A Carioca "Belle De Jour": A Dama Do Lotação and Brazilian Sexuality." Framework: The Journal of Cinema and Media 44.1, Latin American Film and Media (2003): 84-92. JSTOR. Web. 02 Oct. 2014.

Carmen Miranda



Para começar o estudo da representação das mulheres brasileiras na cultura popular, é necessário estudar a história. Um exemplo perfeito para a analise é a Brazilian Bombshell, Carmen Miranda. Até hoje, Miranda é vista como o exemplo perfeito das brasileiras, se não brasileiros em geral. É interessante que a construção da imagem de Miranda em ambos Brasil e os Estados Unidos segue minha expectativa de como as mulheres são vistas e usadas de diferentes maneiras nas diversas culturas. Miranda é usada como um instrumento pelo governo do Brasil, dos Estados Unidos, pelas  pessoas e companhias de filme em Hollywood. Miranda era forçada a ser uma caricatura das latinas: colorida, animada, simples, e exótica.
 Carmen Miranda era chamda Maria do Carmo Miranda da Cunha e nasceu em Portugal e imigrou ao Rio de Janeiro, Brazil, antes de um ano de idade (Bullock, 2009).  Filha de pais portugueses, Miranda viveu em bairros bem-conhecidos como Lapa. Ela trabalhava nas vendas do distrito comercial, mas ela era conhecida pela comunidade devido  suas habilidades de cantar e divertir convidados. Como uma mulher jovem, ela começou cantando em bandas de samba nas comunidades afro-brasileiras, onde ela foi encontrada por executivos de Hollywood. Depois disso, Miranda se mudou aos Estados Unidos para Broadway e logo Hollywood, em filmes como Down Argentina Way (1940) e The Gang’s All Here (1943). Ela rapidamente se tornou uma das mais importantes celebridades da industria, mas o fim da Primeira Guerra Mundial foi um ponto importante para sua carreira. Ela morreu jovem depois de vários anos doente, com depressão e uso extensivo de remédio controlado.
Para entender o aumento do poder de Carmen Miranda, é necessário entender o uso de Miranda pelo Brasil, os Estados Unidos e Hollywood. Sua ascensão no Brasil aconteceu no tempo do Presidente Getúlio Vargas, um líder populista que, em muitos olhos, criou um governo autoritário nas ideias de um Brasil  para o povo. Uma parte importante dessa narrativa era a miscegenação, ou a mistura das raças,  integração racial (Ellis 24, 36). A administração viu em Miranda um modelo da miscegenação porque ela poderia transmitir as ideais de uma troca de cultura, como uma brasileira branca que usa elementos de samba e a cultura afro-brasileira em suas apresentações (Bullock, 2009). Depois que ela se mudou para os Estados Unidos, suas voltas ao Brasil eram usadas como publicidade pela administração, qual não funcionou. porque ela era mais internacional.
Antes da entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra mundial, o país voltava suas políticas de relações internacionais à America Latina, e países específicos como México, Argentina e Brasil, com uma política que se chamava o Good Neighbor Policy (Bullock) (Ellis 43, 39). Na política, os Estados Unidos tentou criar boas relações com os mercados da America Latina, pois a Europa estava em guerra (Ellis 39). Com a ajuda de Hollywood, os filmes Americanos criaram uma imagem de Miranda como inocente e infantil, mas ao mesmo tempo, sexual e exótica (Bullock, 2009). Interessantemente, esse processo insistia que Miranda usasse um sotaque espanhol quando falava inglês, apesar dela ser brasileira e falar inglês perfeitamente. (Bullock, 2009). Em muitos papeis, Miranda era deixada falando e cantando em português, com seu chapéu de bananas e outras frutas agindo como um símbolo das florestas brasileiras (Bullock). Por causa dos valores dos Estados Unidos naquela época, nos filmes Miranda nunca teve um par romântico com pessoas que não fossem latinas, e seus papeis eram estereótipos e simples (Bullock). De fato, suas personagens regularmente não tinham um país de origem, e em geral eram genéricos e homogêneos, criando uma imagem de um  povo da America Latina em geral (Ellis 45). O uso de Miranda como um instrumento é claro, mas é mais específico  quando estudamos seu primeiro contrato com Hollywood: um média de seus ganhos era para sua agencia e seu agente (Bullock).
O uso de Miranda era muito problemático por muitas razões. É claro que Miranda era o símbolo da política Good Neighbor, que era problemática porque era os Estados Unidos usava a America Latina quando não podia usar a Europa, e depois da guerra a atenção voltou-se para Europa e as histórias da guerra, deixando a America Latina e Miranda de lado. Miranda representa muitas imagens que foram criadas durante a história do colonialismo e póscolonialismo: Miranda era uma mulher exótica e simples, das selvas de outras partes afora dos Estados Unidos. Ela era um objeto de fascinação, usada sem uma história ou uma oportunidade a ter uma vida independente das personagens americanas. Numa maneira, Miranda era um adereço de  Hollywood, um símbolo de um mundo diferente, onde as ideias de vida não funcionam e tudo é uma festa
É claro que os resultados da representação de Carmen Miranda vivem na cultura popular hoje em dia, nas propagandas e nos documentários que estudei antes. A ideia que mulheres são selvagens, animadas e simples é criada e recriada. Miranda é um bom estudo para a  origem desta imagem, e estou ansioso para ver onde as imagens de mulheres são hoje em dia exemplos modernos da cultura popular.

Ellis, Amanda J. "Captivating a Country with Her Curves: Examining the Importance of Carmen Miranda's Iconography in Creating National Identities." Order No. 1453469 State University of New York at Buffalo, 2008. Ann Arbor: ProQuest. Web. 24 Sep. 2014.
Bullock, Paul. "Carmen Miranda – Beneath the Tutti Frutti Hat". BBC. Retrieved 17 July 2014

Vendendo o Brasil



Esta semana, quero trabalhar com as fontes que encontrei e usei semana passada para investigar as imagens que são criadas e usadas pelas propagandas. Escolhi as propagandas, porque, hoje em dia, o mundo do negócio é muito importante para muita gente, inclusive os Americanos  e o modo como eles entendem do mundo. As imagens das propagandas são poderosas, por que influenciam o modo como o as pessoas veem a cultura popular de determinado lugar, e muitas pessoas não têm pensamento crítico. Para realizar meu estudo, analiso muitas propagandas da Copa do Mundo de 2014 no  Brasil e resenhas destas propagandas. focando em fontes americanas e em inglês, continuo estudar  as imagens que criamdo Brasil na visão dos americanos.
Quero começar com uma discussão da relação entre FIFA - o organização que cria e organiza a Copa do Mundo, o mais importante torneio de futebol no mundo - e o mundo do negócio. Desde muitos anos, a FIFA tem relações com empresas antes  e durante a Copa, e estas companhias pagam uma total de $25-50 milhões cada (Smith), em troca de isso de suas propagandas serem vistas por 715.1 milhões de pessoas que assistem o torneio (FIFA). Hoje em dia, se uma propaganda é especial, uma companhia espera ser um trending topic e vista por milhares de pessoas na internet. Esta explicação simplesmente mostra por que as propagandas são muito importantes: Elas são uma oportunidade a promover a companhia a todo o mundo. Além de participarem do processo da criação das imagens culturais. cada pessoa que assiste o torneio, cada pausa para comerciais é marcada por estas propagandas, e por isso, que geram uma  imagem específica de um povo ou lugar.
A atenção às propagandas da Copa do Mundo começou antes do torneio, com propagandas de companhias importantes e grandes. Entretanto, estas propagandas iniciaram a criação de imagens problemáticas. Em uma das primeiras propagandas, pelo Adidas e sua bola oficial do torneio, futebolistas famosos estão treinando, e  a imagen do povo brasileiro é de um grupo de meninos gritando numa maneira vulgar (Adidas 0:13). Esta imagem de violência e desagradavel é sustentada por imagens inautênticas dos protestos com bandeiras brasileiras, representando o povo brasileiro depois dos eventos sérios do verão (Adidas 00:50). As propagandas que pareceram divertidas e simples podem ser vistas problemáticas, de maneira sutil também. Por exemplo, uma propaganda de McDonalds apresentou um grupo de mulheres que a audiência  deixa a presumir que elas são prostitutas por estarem na rua e no escuro da noite (00:38-00:45). Cada cultura interpreta isso de uma maneira. Em outra parte, um menino negro é mostrado chutando uma bola na janela de uma casa, deixando a residente, mulher branca, gritando de susto enquanto o menino vai embora  (0:00-0:10).
Um exemplo interessante das maneiras que o torneio era mostrado é nas propagandas da ESPN, o canal que mostra os jogos da Copa e outras programas sobre o torneio. Estas propagandas mostraram como documentários são criados com a ideia que este é o Brasil genuíno. Como era de se esperar, as imagens do Brasil focam em  sexo e nudez, com muitas imagens das mulheres na praia de biquínis, com imagens de festas (0:03). Sem imagens de outras partes do Brasil, como os prédios de São Paulo ou as favelas de Rio de Janeiro, é claro que a imagem que está criada é uma que os produtores querem: imagens das festas, mulheres e simplicidade. Outra propaganda da ESPN é similar,  ela foca em imagens duma mulher na água com a taça da Copa, e outra com duas mulheres na praia, todas com imagens das florestas e animais selvagens  (00:25-00:29, 00:39-00:41). Com estas imagens, ESPN está criando uma narrativa que o Brasil é um país selvagem, com florestas e mulheres exóticas que o mundo pode explorar. É um capítulo novo numa história de fazer mulheres objetos e fazendo países que nao são Europeus ou na  América do Norte um país sem civilização, como durante a época de colonialismo.
Pessoas diriam que estas imagens são rápidas e muitas pessoas nao prestariam atenção nas propagandas. Entretanto, acho que esta é a razão pela qual as propagandas são poderosas: são criadores subconsciente duma imagen do Brasil. Quando uma pessoa sem conhecimento de um país encontra imagens como estas, em cada propaganda, essas imagens criam um pensamento/imagem diferente do Brasil Outras pessoas podem dizer que as imagens são simplesmente imagens, e os produtores nao estão tentando  criar uma narrativa. Para estas pessoas, quero mostrar um vídeo sobre o bid da cidade Istanbul pelos Jogos Olímpicos. No video, prédios, mulheres e homens de negócio, e cultura velha estão em foco. A diferencaa é clara e deixa-nos a perguntar por que ainda  mostramos países como Brasil por meio de imagens problemáticas.

Fontes:

Smith, Chris. "The Biggest Sponsors of Brazil's 2014 World Cup Spend Big to Engage with Fans." Forbes. N.p., 12 June 2014. Web. 18 Sept. 2014.

"FIFA World Cup™." FIFA.com. Web. 18 Sept. 2014. <http://www.fifa.com/aboutfifa/worldcup/>

Links para Fontes Visuais:
http://youtu.be/jR1XQsCiAKE Adidas
http://youtu.be/-T7zyezBkuY McDonald's
http://youtu.be/ftz6t59yWRA O Bid de Istanbul