Wednesday, October 22, 2014

Carmen Miranda



Para começar o estudo da representação das mulheres brasileiras na cultura popular, é necessário estudar a história. Um exemplo perfeito para a analise é a Brazilian Bombshell, Carmen Miranda. Até hoje, Miranda é vista como o exemplo perfeito das brasileiras, se não brasileiros em geral. É interessante que a construção da imagem de Miranda em ambos Brasil e os Estados Unidos segue minha expectativa de como as mulheres são vistas e usadas de diferentes maneiras nas diversas culturas. Miranda é usada como um instrumento pelo governo do Brasil, dos Estados Unidos, pelas  pessoas e companhias de filme em Hollywood. Miranda era forçada a ser uma caricatura das latinas: colorida, animada, simples, e exótica.
 Carmen Miranda era chamda Maria do Carmo Miranda da Cunha e nasceu em Portugal e imigrou ao Rio de Janeiro, Brazil, antes de um ano de idade (Bullock, 2009).  Filha de pais portugueses, Miranda viveu em bairros bem-conhecidos como Lapa. Ela trabalhava nas vendas do distrito comercial, mas ela era conhecida pela comunidade devido  suas habilidades de cantar e divertir convidados. Como uma mulher jovem, ela começou cantando em bandas de samba nas comunidades afro-brasileiras, onde ela foi encontrada por executivos de Hollywood. Depois disso, Miranda se mudou aos Estados Unidos para Broadway e logo Hollywood, em filmes como Down Argentina Way (1940) e The Gang’s All Here (1943). Ela rapidamente se tornou uma das mais importantes celebridades da industria, mas o fim da Primeira Guerra Mundial foi um ponto importante para sua carreira. Ela morreu jovem depois de vários anos doente, com depressão e uso extensivo de remédio controlado.
Para entender o aumento do poder de Carmen Miranda, é necessário entender o uso de Miranda pelo Brasil, os Estados Unidos e Hollywood. Sua ascensão no Brasil aconteceu no tempo do Presidente Getúlio Vargas, um líder populista que, em muitos olhos, criou um governo autoritário nas ideias de um Brasil  para o povo. Uma parte importante dessa narrativa era a miscegenação, ou a mistura das raças,  integração racial (Ellis 24, 36). A administração viu em Miranda um modelo da miscegenação porque ela poderia transmitir as ideais de uma troca de cultura, como uma brasileira branca que usa elementos de samba e a cultura afro-brasileira em suas apresentações (Bullock, 2009). Depois que ela se mudou para os Estados Unidos, suas voltas ao Brasil eram usadas como publicidade pela administração, qual não funcionou. porque ela era mais internacional.
Antes da entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra mundial, o país voltava suas políticas de relações internacionais à America Latina, e países específicos como México, Argentina e Brasil, com uma política que se chamava o Good Neighbor Policy (Bullock) (Ellis 43, 39). Na política, os Estados Unidos tentou criar boas relações com os mercados da America Latina, pois a Europa estava em guerra (Ellis 39). Com a ajuda de Hollywood, os filmes Americanos criaram uma imagem de Miranda como inocente e infantil, mas ao mesmo tempo, sexual e exótica (Bullock, 2009). Interessantemente, esse processo insistia que Miranda usasse um sotaque espanhol quando falava inglês, apesar dela ser brasileira e falar inglês perfeitamente. (Bullock, 2009). Em muitos papeis, Miranda era deixada falando e cantando em português, com seu chapéu de bananas e outras frutas agindo como um símbolo das florestas brasileiras (Bullock). Por causa dos valores dos Estados Unidos naquela época, nos filmes Miranda nunca teve um par romântico com pessoas que não fossem latinas, e seus papeis eram estereótipos e simples (Bullock). De fato, suas personagens regularmente não tinham um país de origem, e em geral eram genéricos e homogêneos, criando uma imagem de um  povo da America Latina em geral (Ellis 45). O uso de Miranda como um instrumento é claro, mas é mais específico  quando estudamos seu primeiro contrato com Hollywood: um média de seus ganhos era para sua agencia e seu agente (Bullock).
O uso de Miranda era muito problemático por muitas razões. É claro que Miranda era o símbolo da política Good Neighbor, que era problemática porque era os Estados Unidos usava a America Latina quando não podia usar a Europa, e depois da guerra a atenção voltou-se para Europa e as histórias da guerra, deixando a America Latina e Miranda de lado. Miranda representa muitas imagens que foram criadas durante a história do colonialismo e póscolonialismo: Miranda era uma mulher exótica e simples, das selvas de outras partes afora dos Estados Unidos. Ela era um objeto de fascinação, usada sem uma história ou uma oportunidade a ter uma vida independente das personagens americanas. Numa maneira, Miranda era um adereço de  Hollywood, um símbolo de um mundo diferente, onde as ideias de vida não funcionam e tudo é uma festa
É claro que os resultados da representação de Carmen Miranda vivem na cultura popular hoje em dia, nas propagandas e nos documentários que estudei antes. A ideia que mulheres são selvagens, animadas e simples é criada e recriada. Miranda é um bom estudo para a  origem desta imagem, e estou ansioso para ver onde as imagens de mulheres são hoje em dia exemplos modernos da cultura popular.

Ellis, Amanda J. "Captivating a Country with Her Curves: Examining the Importance of Carmen Miranda's Iconography in Creating National Identities." Order No. 1453469 State University of New York at Buffalo, 2008. Ann Arbor: ProQuest. Web. 24 Sep. 2014.
Bullock, Paul. "Carmen Miranda – Beneath the Tutti Frutti Hat". BBC. Retrieved 17 July 2014

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