Para começar o estudo da
representação das mulheres brasileiras na cultura popular, é necessário estudar
a história. Um exemplo perfeito para a analise é a Brazilian Bombshell, Carmen Miranda. Até hoje, Miranda é vista como
o exemplo perfeito das brasileiras, se não brasileiros em geral. É interessante
que a construção da imagem de Miranda em ambos Brasil e os Estados Unidos segue
minha expectativa de como as mulheres são vistas e usadas de diferentes
maneiras nas diversas culturas. Miranda é usada como um instrumento pelo
governo do Brasil, dos Estados Unidos, pelas pessoas e companhias de filme em Hollywood. Miranda
era forçada a ser uma caricatura das latinas: colorida, animada, simples, e
exótica.
Carmen Miranda era chamda Maria do Carmo
Miranda da Cunha e nasceu em Portugal e imigrou ao Rio de Janeiro, Brazil,
antes de um ano de idade (Bullock, 2009). Filha de pais portugueses, Miranda viveu em
bairros bem-conhecidos como Lapa. Ela trabalhava nas vendas do distrito
comercial, mas ela era conhecida pela comunidade devido suas habilidades de cantar e divertir
convidados. Como uma mulher jovem, ela começou cantando em bandas de samba nas
comunidades afro-brasileiras, onde ela foi encontrada por executivos de
Hollywood. Depois disso, Miranda se mudou aos Estados Unidos para Broadway e logo
Hollywood, em filmes como Down Argentina
Way (1940) e The Gang’s All Here (1943). Ela rapidamente se tornou uma das
mais importantes celebridades da industria, mas o fim da Primeira Guerra
Mundial foi um ponto importante para sua carreira. Ela morreu jovem depois de vários
anos doente, com depressão e uso extensivo de remédio controlado.
Para entender o aumento do poder
de Carmen Miranda, é necessário entender o uso de Miranda pelo Brasil, os
Estados Unidos e Hollywood. Sua ascensão no Brasil aconteceu no tempo do
Presidente Getúlio Vargas, um líder populista que, em muitos olhos, criou um
governo autoritário nas ideias de um Brasil para o povo. Uma parte importante dessa
narrativa era a miscegenação, ou a mistura das raças, integração racial (Ellis 24, 36). A
administração viu em Miranda um modelo da miscegenação porque ela poderia
transmitir as ideais de uma troca de cultura, como uma brasileira branca que
usa elementos de samba e a cultura afro-brasileira em suas apresentações
(Bullock, 2009). Depois que ela se mudou para os Estados Unidos, suas voltas ao
Brasil eram usadas como publicidade pela administração, qual não funcionou.
porque ela era mais internacional.
Antes da entrada dos Estados
Unidos na Primeira Guerra mundial, o país voltava suas políticas de relações
internacionais à America Latina, e países específicos como México, Argentina e
Brasil, com uma política que se chamava o Good
Neighbor Policy (Bullock) (Ellis 43, 39). Na política, os Estados Unidos
tentou criar boas relações com os mercados da America Latina, pois a Europa
estava em guerra (Ellis 39). Com a ajuda de Hollywood, os filmes Americanos criaram
uma imagem de Miranda como inocente e infantil, mas ao mesmo tempo, sexual e
exótica (Bullock, 2009). Interessantemente, esse processo insistia que Miranda
usasse um sotaque espanhol quando falava inglês, apesar dela ser brasileira e
falar inglês perfeitamente. (Bullock, 2009). Em muitos papeis, Miranda era
deixada falando e cantando em português, com seu chapéu de bananas e outras
frutas agindo como um símbolo das florestas brasileiras (Bullock). Por causa
dos valores dos Estados Unidos naquela época, nos filmes Miranda nunca teve um
par romântico com pessoas que não fossem latinas, e seus papeis eram
estereótipos e simples (Bullock). De fato, suas personagens regularmente não
tinham um país de origem, e em geral eram genéricos e homogêneos, criando uma
imagem de um povo da America Latina em
geral (Ellis 45). O uso de Miranda como um instrumento é claro, mas é mais específico
quando estudamos seu primeiro contrato
com Hollywood: um média de seus ganhos era para sua agencia e seu agente
(Bullock).
O uso de Miranda era muito
problemático por muitas razões. É claro que Miranda era o símbolo da política Good Neighbor, que era problemática
porque era os Estados Unidos usava a America Latina quando não podia usar a
Europa, e depois da guerra a atenção voltou-se para Europa e as histórias da
guerra, deixando a America Latina e Miranda de lado. Miranda representa muitas
imagens que foram criadas durante a história do colonialismo e póscolonialismo:
Miranda era uma mulher exótica e simples, das selvas de outras partes afora dos
Estados Unidos. Ela era um objeto de fascinação, usada sem uma história ou uma
oportunidade a ter uma vida independente das personagens americanas. Numa maneira,
Miranda era um adereço de Hollywood, um
símbolo de um mundo diferente, onde as ideias de vida não funcionam e tudo é uma
festa
É claro que os resultados da
representação de Carmen Miranda vivem na cultura popular hoje em dia, nas
propagandas e nos documentários que estudei antes. A ideia que mulheres são
selvagens, animadas e simples é criada e recriada. Miranda é um bom estudo para
a origem desta imagem, e estou ansioso
para ver onde as imagens de mulheres são hoje em dia exemplos modernos da
cultura popular.
Ellis, Amanda J. "Captivating a Country with Her Curves: Examining
the Importance of Carmen Miranda's Iconography in Creating National
Identities." Order No. 1453469 State University of New York at Buffalo,
2008. Ann Arbor: ProQuest. Web. 24 Sep. 2014.
Bullock, Paul. "Carmen
Miranda – Beneath the Tutti Frutti Hat". BBC. Retrieved 17 July 2014
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